Sabes quem é?


SABES QUEM FOI ABRAHAM LINCOLN?



SABES QUEM FOI ABRAHAM LINCOLN?
Data : 24 Abril, 2019

Abraham Lincoln era filho de um agricultor com ascendência inglesa e vivia no Kentucky, um dos primeiros Estados criados após a independência da Grã-Bretanha (1792). A mãe morreu no outono de 1818; Lincoln e a irmã foram educados pela madrasta, Sarah Bush Johnston, mãe de 2 raparigas e um rapaz. Lincoln, filho de pais iletrados, teve uma educação muito pouco cuidada; frequentava a escola muito esporadicamente.

Em 1830 a família mudou-se para o território do Illinois, na fronteira. Lincoln, com 21 anos, não queria ser lavrador e, por isso, tentou várias profissões. Estabelecido em Nova Salem, trabalhou em atividades como comércio, correios e levantamento topográfico. Mais tarde candidatou-se à Assembleia Legislativa do Illinois onde foi eleito várias vezes depois de uma primeira tentativa falhada. Pensou em tornar-se ferrador mas acabou por escolher a advocacia.

O começo da profissão de advogado foi difícil e muito trabalhosa; teve de deambular pelo Estado para conseguir clientes. Mais tarde, com o aparecimento dos caminhos de ferro Lincoln tornou-se advogado da Illinois Central Railroad e defendeu a companhia com sucesso, o que lhe deu uma real estabilidade financeira. Tornou-se um advogado reconhecido.

Em 1842 casou-se com Mary Todd, uma mulher com uma educação sólida, pertencente a uma família distinta do Kentucky e cujos familiares, em Springfield, faziam parte da elite local. Do casamento nasceram quatro filhos; só o filho mais velho chegou à idade adulta. Com o casamento Lincoln começou a frequentar a igreja Presbiterana local e foi considerado um céptico em questões religiosas e um livre-pensador; era um conhecedor profundo da bíblia e acabou por defender que toda a história era obra de Deus. 

Quando Lincoln entrou para a política, no princípio dos anos 30 do século XIX, simpatizava com as ideias de Jackson sobre o desenvolvimento da democracia nos Estados Unidos mas, ao contrário do presidente dos Estados Unidos, achava que o governo federal devia intervir na ajuda ao desenvolvimento  económico. Admirando os dois grandes políticos americanos da década de 40, Henry Clay e Daniel Webster, começou por apoiar o partido Whig, assim chamado para imitar o antigo nome do partido liberal britânico porque combatia o aumento dos poderes presidenciais. Lincoln achava que o seu Estado, o Illinois, e o oeste em geral, precisavam desesperadamente do apoio do governo federal no apoio ao desenvolvimento económico, por meio de um banco nacional, uma barreira alfandegária proteccionista e um programa de desenvolvimento das comunicações.

Durante o seu mandato para a Câmara dos Representantes (1847-1849) Lincoln, que apresentou uma lei para a abolição da escravatura na capital federal que não agradou a ninguém, dedicou-se sobretudo a apoiar a eleição de um presidente Whig, o que foi conseguido com a eleição do herói da Guerra do México, Zachary Taylor, mas esta eleição não beneficiou Lincoln da maneira que este esperava.

Afastado da política por um curto espaço de tempo, Lincoln regressou para combater a Lei Kansas-Nebraska proposta pelo seu rival político Stephen A. Douglas, que permitia a existência da escravatura nestes estados desde que aprovada pelos seus eleitores. A luta política contra esta medida, que acelerou o declínio do partido Whig, deu origem ao Partido Republicano. Como muitos outros políticos Whig, Lincoln integrou este novo partido em 1856.

Durante a Guerra Civil a política de Lincoln em relação à escravatura foi-se modificando. Começando por defender a manutenção do statu-quo, isto é, a manutenção da escravatura nos estados em que ela existia e a proibição da sua expansão para outros estados; a posição de Lincoln tornou-se, no fim da guerra, abertamente abolicionista. Com o decreto presidencial de 1 de Janeiro de 1863, que pôs em prática de acordo com o que considerava serem os poderes do Presidente em tempo de guerra, e que ficou conhecido como a Proclamação da Emancipação, os escravos nos territórios do Sul sob domínio confederado eram libertos. A medida só libertou 200.000 negros até ao fim da guerra, mas mostrou definitivamente que a abolição da escravatura se tinha tornado um dos objectivos da guerra, para além da manutenção da unidade política. A medida, de duvidosa legalidade, foi seguida por uma Emenda Constitucional, a 13.ª, que proibiu a escravatura nos Estados Unidos da América. A emenda tinha sido prevista no programa político do Partido Republicano durante a preparação das eleições de 1864.

Durante a guerra, Lincoln teve de preparar a «reconstrução» dos estados do sul. A questão foi sempre fonte de divisão no norte e no Partido Republicano. A facção «radical» defendia que os estados rebeldes deviam ser tratados duramente, enquanto Lincoln e os «conservadores» defendiam que os territórios deviam regressar à normalidade o mais rapidamente possível, sendo as medidas de regularização da situação o menos duras possíveis. Mas a posição de Lincoln nunca foi muito clara, mesmo após o fim da guerra, parecendo que se começava a aproximar das posições dos «radicais», quando morreu.

Na noite de 14 de abril de 1865, uma 6.ª feira santa, o actor John Wilkes Booth, defensor da escravatura e com ligações fortes ao sul, membro de uma família famosa de actores, matou Lincoln no Teatro Ford, em Washington. 

Com a ajuda do seu antigo sócio na advocacia, que sempre salientou o começo de vida bastante sórdido de Lincoln, este tornou-se o modelo do homem que sobe na vida a pulso.




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